amor, meu grande amor
essa semana acho que me perdi da minha alma. sensação muito ruim, diga-se de passagem. me angustiei, me questionei, me perdi. me achei. me iludi. me critiquei muito. me senti pequeninha. tentei me fazer de grande. não deu certo. nevou, choveu, fez muito cinza. e eu perdida no meio de mim mesma. tentando não olhar direto para meus olhos não me entregarem. lá no fundo sonhando muito. mas me sentindo tão atrapalhada com a vida. botando os pés pelas mãos. enfim, fazendo as joanadas típicas que só quem me conhece muito de perto sabe bem. eu nesses últimos tempos de perdição achei meus limites. me conheci fraca. e tentei disfarçar com meu silêncio. mas não adianta, as vezes sou transparente. agora aqui começo tudo de novo, e nesse mundo novo com gentes novas me envergonho das minhas trapalhadas. e me sinto nua na minha transparência. mas ainda assim fui chamada de perfeita e de inspiradora. e dei muita risada de mim mesma. coisa que a gente aprende na marra depois de tantos tombos. e estou aqui. peito aberto. me mostrando inteira. apontando meus limites. querendo um pouco mais de sonho na vida. joana-urbana. agora apaixonada, curando feridas. e festejando o fato em si. joana-a-louca, desastrada. e quem quiser que me ame assim. e eu torço-sonho muito para que isso se torne verdade.

1 Comments:
Que belo texto encontrei... tão chei de sentidos e sentimentos, de plavras angustiantes porem esperaçosas... Muito LINDO.
Post a Comment
<< Home