31 March 2004

Pó de Pirilimpimpim!!!!

Nossa!!! essa é a maneira mais rápida de vir visitar a casa da irmão Joana!
Só para dar um oi, tomar um cházinho, jogar uma conversa fora!!! Matar a saudade da Jô!!!!!Então tá...estive aui...Bjos

Intruso

Ah Tá! Então é assim que essa casa é por dentro...
Bom, com licença, tô entrando. Ô Joooooo!Cadê você?
Sua casa é bem legal, hein? ahahaha!!
Passei pra dar um beijo, a porta tava aberta, sacumé, né?
Visitinha rápida...
Té mais,

29 March 2004

segunda

mais uma segunda-feira.
e quantas faltam?
e quantas eu ainda aguento?
quando começa e quando termina?
quando acaba?
quando pára?
quando se apaga?

27 March 2004

keep still

o vizinho de cima canta alguma música para os filhos. não dá para saber qual é a música - graças a deus -, e se desse talvez não ela não conhecesse. não sabia nada de músicas infantis britânicas. e hoje isso era bom. sons irreconhecíveis fazem parte da categoria ruídos, e portanto, não são pessoais. e hoje queria que as coisas ficassem impessoais.
não queria pensar no futuro. não queria reconhecer o presente. não queria chorar pelo passado. queria um dia impessoal. queria, hoje e só hoje, não envolver-se, não falar sobre os sentimentos, não temer, não sonhar.
queria o dia, sim, e só. era tudo. um dia inteiro: com início, meio e fim só para si. um dia para viver. e só viver. hoje não precisava ter significados. porque os dias não precisam de justificativas ou objetivos.
hoje o dia era só um dia. graças a deus.

26 March 2004

sorte

...de ter amigos, aqui, aí, ali, por onde passei, por onde nunca estive, tenho amigos. gente que reconhece 'o tom da minha voz' pelas primeiras linhas escritas do messenger e que insistem em me trazer consigo e estar sempre perto. gente que liga para checar como eu estou, ri e chora comigo, escreve e apoia. sou uma pessoa de sorte. amo vocês. não seria ninguém sem vocês por perto. thanks.

ps: por falar em sorte, resolvi jogar na loto. vá que o contrário daquele provérbio seja verdade...?

25 March 2004

qualquer semelhança é mera coincidência

A bem da verdade, não sou essa mulher fatal que você pensa que eu sou. Aquelas histórias de sedução foram todas inventadas e esse ar superior, de quem sabe lidar com a vida, é apenas autodefesa. Aquelas frases filosóficas, foram só pra te impressionar, pra te passar essa ilusão de intelectual... na verdade eu ainda nem sei se acredito nos valores que me ensinaram, quanto mais em frases feitas e opiniões formadas!

Senta aí, vai! Deixa eu tirar os sapatos, desmanchar o penteado, retirar a maquiagem... quero te mostrar que assim de perto não sou tão bonita quanto pareço, por isso uso todos esses artifícios. É que no fundo tenho um medo terrível de que você me ache feia, de que você encontre em mim uma série de imperfeições. Sabe, não quero mais usar essa máscara de mulher inatingível, de mulher forte com punhos de aço... No íntimo me sinto uma pequena ave indefesa, leve demais para enfrentar o vento, que deseja ficar no aconchego do ninho e ser mimada até adormecer.

Olha pra mim, às vezes minha intimidade não tem brilho algum e você terá que me amar muito para suportar essa minha impotência. Deixa eu tirar o casaco, tirar o cansaço... essa jornada dupla me deixa tão carente... A convicção de independência afetiva? É tudo balela! Eu queria mesmo era dividir a cama, a mesa, o banho... Queria dividir os sentimentos, os sonhos, as ilusões...um pedaço de torta, uma xícara de café, algum segredo...

Ah, eu tenho andado por aí, tenho sido tantas mulheres que não sou! Quantas vezes me inventei e até me convenci da minha identidade. Administrei minha liberdade. Tomei aviões, tomei whisky... troquei a lâmpada, abri sozinha o zíper do vestido... decidi o meu destino com tanta segurança! Mas não previ que na linha da minha vida estivesse demarcada uma paixão inesperada. Agora, cá estou eu, trinta e poucos anos e toda atrapalhada, tentando um cruzar de pernas diferente, um olhar mais grave, um molhar de lábios sensual... mas não sei direito o que fazer para agradar. Confesso que isso me cansa um pouco.

Queria mesmo era falar de todos os meus medos, "dos seus medos?" você diria, como se eu nunca tivesse temido nada. Queria te falar das minhas marcas de infância, dos animais que tive, do meu primeiro dia de aula... queria falar dessas coisas mais elementares, e te levar na casa da minha mãe, te mostrar meu álbum de retrato (eu, me equilibrando nos primeiros passos), ah, queria te mostrar minha primeira bicicleta, com truques. Ela ainda existe! Queria te mostrar as árvores que eu plantei (como elas cresceram!) e todas essas coisas que são tão importantes pra mim e tão insignificantes aos outros.

Ah, você queria falar alguma coisa? Está bem! Antes, só mais uma coisinha: estou morrendo de medo que você saia desta cena antes de mim, que você saia à francesa desta história, e eu tenha que recolocar minha máscara e me reinventar, outra vez.

Do coração de uma mulher
texto de Lucilene Machado

obrigado pelo texto, Márcia!
Adorei!

24 March 2004

a vida como uma laranjeira

quando a gente é pequeno, olha para cima e vê todas aquelas laranjas e pensa: um dia eu vou crescer e comer todas elas. mas a gente cresce, e consegue, finalmente, subir na árvore. Uma vez subido o tronco, é preciso um galho. Se sobe no galho, e come-se as laranjas. Mas, em comparação com a laranjeira inteira, o galho tem poucas laranjas. E estando nesse galho, é impossível alcançar as outras laranjas.

Sempre haverão laranjas inalcançáveis. É o preço da escolha por um galho.
Pode-se ver olhar para as laranjas perdidas, e desse ponto de vista a vida é sempre uma derrota. Pode-se olhar para as laranjas alcançadas, para o equilíbrio que se tem no galho, orgulhar-se de ter alcançado as laranjas mais no alto.

São escolhas...se a vida tivesse a forma de uma laranjeira!

by Thodoris

23 March 2004

consolo?



de perto ninguém é normal.

22 March 2004

silêncio


silêncio por favor
enquanto esqueço um pouco
a dor no peito
não diga nada
sobre meus defeitos
e não me lembro mais
quem me deixou assim
hoje eu quero apenas
uma pausa de mil compassos
para ver as meninas
e nada mais nos braços
só este amor
assim descontraído
quem sabe de tudo não fale
quem não sabe nada se cale
se for preciso eu repito
porque hoje eu vou fazer
ao meu jeito eu vou fazer
um samba sobre o infinito

21 March 2004

dos momentos

fui bloqueada. mas talvez o momento fosse de calar. talvez houvesse pouco a dizer. mas tanto aconteceu. a vida mudou. nascimentos, comemorações, separações. dores e alegrias. mas nenhuma palavra. aqui estou, de volta. e não estou certa do que dizer. então digo que é bom estar de volta. que é sempre bom estar aqui. que é sempre bom voltar para casa.