30 April 2004

. novo . de novo . tudo de novo . tudo novo .

dentro de mim mora algo inquieto. sou mutante. é preciso ser um pouco. acho. quando chego aqui tenho que poder me ver. tento ser colorida, mas nem sempre o sou. termino no básico azul e verde. misturo um pouco de preto e branco. um discreto colorido aqui e ali. é assim que me sinto em casa. e para quem conhece, o meu flat é bem assim. nesses tons e cores.

nomenclaturas. casajo me lembra gaudí. casa batló. casajo. mas não queria me perder da casa da mãe joana, dos posts interativos e surpresa. das pessoas entrando e saindo da minha casa. do vai e vem das pessoas e da liberdade que dá sentido a minha vida.

por fim. queria dizer que desenho com palavras. algumas são códigos. html é minha terapia. sempre um desafio. java meu atual pesadelo. é assim que construo meus mundos, meu trabalho, e me reinvento. e me reinvento aqui. e de novo. a cada vez. tudo novo.

. dos presentes .

mais um dia chuvoso. a volta dos 8 graus. e por consequência do casaco pesado. sem contar com o guarda-chuva. de certa forma a despedida já havia começado, sim. era o começo do fim. datas marcadas. pensamentos adiante. não havia muito o que esperar daqui. a despedida começa quando a esperança se muda de lugar. e ela já havia ido. havia feito as mesmas coisas nos últimos cinco anos. ido nas mesmas cafeterias. olhado as novidades nas mesmas lojas. a cidade era grande, mas vivia no mundo da sua própria rotina. respeitava o raio máximo dos 25 minutos de ônibus. quando a esperança vai embora, a melancolia começa a se instalar. o presente começa a ser mentalmente projetado como passado. defesa, talvez. não havia como ter certezas. era preciso preparar-se para as possibilidades. acostumar-se com as idéias. estranho, isso. mas ainda não era triste.

29 April 2004

. every . breath . you . take .


life is not measured by the number of breaths we take, but by the number of moments that take our breath away.


ps: vou sentir falta da seção de cartões da paperchase...enorme, cheia de novidades, delícia!

27 April 2004

. bits .

sobre ontem
dramático foi o último episódio da novela da obra lá em casa. spring grove terminou vetada do meu flat. a campainha não funciona e os buracos continuam lá. nunca fui tão feliz com a campainha estragada e buracos no teto.

sobre conversas
se isso é tudo, eu tô cansada de grosseria. excuse me, you were deleted.

sobre ajudas
sabe aquela, de oferecer a mão e pegarem o braço? como evitar, e continuar ajudando?

sobre o trabalho
I'm late. late. late!

sobre os esforços
sim, essa semana é de grandes esforços. muitos esforços. do tipo que dá uma sensação de tarefa cumprida no fim do dia. no fim da semana.

sobre hoje
os blogs andam lentos. o céu anda cinza. o ar neste escritório é rarefeito. e eu estou me sentindo bem.

boa terça-feira para vocês!

26 April 2004

findi

foi só no final do segundo dia em que desceu o morro. em meio a uma cidade tão grande, morava num vilarejo. nos dias de folga não encontrava motivo para sair dali. mesmo quando descera, havia ido somente para o vilarejo ao lado. naquele fim de semana, em especial, como todos os fins de semana ensolarados, não só os moradores não saiam, como o lugar era tomado por pessoas que vinham de longe em busca de um lugar ao sol. dias assim faziam com que todo o frio e escuridão inverno fossem esquecidos de uma só vez. em dias assim, não havia como a vida não ser boa. os pensamentos davam lugar a caminhadas, cafés, cervejas, conversas à toa. as tristezas eram esquecidas, as obrigações prorrogadas. estava sol, e era preciso aproveitar cada minuto de sua presença.

25 April 2004

Pollyanna?! Eu?!

foi o astro.com quem disse. olha só:

It is unfortunate that this influence is so brief, because it gives you such a pleasant sense of well-being. Today during the day you feel very warm and friendly to the people around you, and you are willing to offer emotional or physical support to anyone who needs it. You are generous and giving. People will warm to you, and you should get from others exactly what you give, that is, warmth and affection. You are likely to attract basically happy and positive people with whom you will have an enjoyable time. This is not the result of a "Pollyanna" view of reality that refuses to recognize trouble and pain in the world, but of a real sense of belonging and oneness with others. In a very important sense you feel that helping others helps you. On another level this influence indicates a concern with the general welfare.

22 April 2004

. bits and pieces .

o presente muda o passado. mas nem sempre muda o que sentimos.

[...]

o passado muda o presente. e sempre muda o que sentimos.

21 April 2004

. double shift .

já vinha há uns tempos com esse padrão. trabalhava 'double shift': de dia na tese, de noite na outra tese. a noite caia na cama exausta. alguém pode desligar o som da minha cabeça por favor? não tá dando para dormir. quando nada mais resolvia, um concentrado de alface sempre ajudava. era fraca para remédio e essa coisa herbal com alfaces e outras coisitas sempre funcionava. mesmo que ela tomasse só meia dose! na manhã seguinte acordava com mil sonhos na cabeça. trazia sempre uma sensação estranha para o mundo real. de certa forma, a manhã já havia começado durante a noite. e assim não dava para descansar! alguém tem uma pílula anti-sonhos? estava precisando de uma dessas com urgência. herbal, de preferência. o dia começava e o sonho se esvaia. impossível lembrar do sonho da manhã anterior. melhor assim. tinha o primeiro shift pela frente. era preciso ir.

20 April 2004

. todo dia . dia a dia . dia após dia .

quando eu dou uma passada nos blogs pela primeira vez no dia todo mundo ainda está dormindo, ou pelo menos eu assim imagino. nessa horas quem esta meio dormindo sou eu. café do lado. blog em blog. notícias. temperatura na rua. sim. morar em porão é sem noção, impossível adivinhar a temperatura na rua. depois do café, som. enquanto me arrumo, ajeito as listas mentais. isso, isso e depois aquilo. prioridade para isso. o target do dia é esse. target = o que eu tenho que conseguir fazer. phd dividido em tarefas fica manejável. único jeito. 7 quadras até a estação. olhada para trás (clássica!) para ver se tem alguma esperança de pegar o ônibus e não ir para o buraco do underground. no way. metrô! saio em goodge street. povo total. se tem sol, saio sorrindo. se tem chuva, me preparo para pular poça! desço para o escritório. sim, minha vida é no underground. porão de novo. isolamento da temperatura exterior. uma janela gigante com vista para a parede. coisas da vida. um dia eu vou ter uma janela com vista para o exterior. um dia eu saio daqui. log on no computador. janela com vista para o mundo. daqui eu posso tudo. daqui eu vou a java. daqui eu vou a ribeirão, a pelotas, a campo grande, a porto alegre, tudo em 5 minutos, às vezes ao mesmo tempo. daqui eu olho todos os blogs de novo. olho as notícias em detalhe enquanto como meu sanduiche. quando o escritório está vazio torço que alguém chegue. quando está cheio, torço que todos vão embora. quando estão só os meus amigos eu gosto. aqui eu me entedio, me divirto, me emociono. lugar estranho esse, um pouco casa, um pouco nada. e nessas o dia de trabalho termina. ou melhor, eu termino com ele. hora de sair do porão e voltar a superfície. parada de ônibus. sempre volto de ônibus. vou olhando o mundo, ouvindo as conversas alheias, sorrindo para as crianças dos outros. quando atravesso a ponte sei que estou em casa. pembroke com o povo na rua. sempre procuro um conhecido. uma hoegarden sempre vem bem. mas sempre sigo a regent's park road. moradores na rua. noite caindo. desço para meu porão. lar doce lar. e assim vão os dias. um de cada vez. dia após dia. todo dia. meu dia a dia.

17 April 2004

. dos infernos: astrais ou reais .
. da realidade: infernal ou não .
. dos discursos e das revelações .

definitivamente não é o meu inferno astral desse ano. ainda falta um pouco e provavelmente vai pegar o meu último mês antes de entregar a tese. mas sim, é (ou foi - assim espera-se) uma fase infernal. difícil falar de coisas boas quando tudo o que se vê é triste. é uma fase final. cheia de adeuses. estou indo embora. data marcada para acabar. mas não me entendam mal, essa é a parte boa.

mas quem me conhece sabe que eu não sou boa em adeuses. minhas despedidas sempre acabam em 'até mais'ou no bom e velho 'a gente se fala na sequência', clássico do vocabulário joanal!

minha gestação de 5 anos - sim, o desenvolvimento de uma tese pode levar tudo isso e até mais - tem cesariana marcada. cesariana, sim. as possibilidades de parto normal foram extintas pelos médicos. a criança agora tem nome. e é uma sensação estranha ver a coisa tomando forma de algo concreto. teses podem ser seres abstratos, dominadores e engulidores de vidas de pesquisadores...

uma londres ensolarada e quente (21 graus nos termômetros londrinos de ontem!) me acolhe. eu e os outros (todos!) milhões de habitantes da cidade, olham para o céu, sentem o calorzinho e se enchem de esperanças. quantas vezes eu já falei das esperanças em posts aqui? mais uma. como eu, outras pessoas levantaram a cabeça, suspiraram fundo, botaram um sorriso no rosto e caminharam com mais firmeza. só por terem visto o sol brilhar forte.

mas isso são coisas de londres. e de outros lugares às vezes sombrios. o poder do tempo sobre a vida das pessoas. londres é muito linda na primavera. acho que só aqui eu entendi o que a primavera significava. é tão óbvio. as folhas nascendo nas árvores. flores aparecendo por todo canto, nos jardins. aqui até erva daninha dá flor, é incrível. vão aparecendo das rachaduras das calçadas. e junto a alegria do povo vai renascendo. as mesas na rua dos pubs, o povo alegre. a primavera londrina é muito linda. faz esquecer o pior dos invernos, o pior dos infernos.

acho que era isso que eu queria falar. dos invernos e infernos, e das primaveras e verões. dos fins e dos inícios. da bagunça da minha vida incerta. da esperança que os fins tem, quando a gente consegue olhar além. acho que eu queria dizer que estou bem. triste, mas com esperança. em processo de despedida. constante. em processo de finalização. e de sonho. porque ninguém vive sem sonho.

spring is here.


16 April 2004

the more, the less


the more I understand this, the less it seems to be the problem.
what next?!


da série: java e eu

14 April 2004

. cabeçadas .

já fazia tempo que andava com aquela pergunta na cabeça: por quê? na última semana a cpu tinha tentado processar a informação e nada! na noite anterior dormina pensando nisso. ou seria melhor dizer, não dormira pensando nisso. por quê? por quê? a semana por fim havia começado. acordara pensando. tomara café pensando. fora em todas as bibliotecas. pensando, pensando. já era tempo de parar de fugir. abre o programa e encara. por quê? tentativas daqui e dali. por quê? havia um padrão. um padrão. não havia porque haver um padrão. por quê? mas havia. por quê!?

da série: java e eu

13 April 2004

. dos pecados .


we may not be punished for our sins but we are certainly punished by them.


. o tempo não pára .

o feriado aí acabou, aqui acabou e para mim continua. a semana, na universidade daqui, só começa amanhã. eu tirei o feriadão para assimilar as últimas mudanças, arrumar a casa, arrumar a vida por dentro. amanhã eu quero que a vida recomece. quero trabalho, quero dinheiro, quero cerveja no pub. quero alegria. porque o tempo não pára.

11 April 2004

. feriado .





...processing...

07 April 2004

. olhe nos olhos .

tentara esconder, mas os olhos não deixavam. quando tudo acabou, estava tudo terminado, como se nunca houvesse acontecido. em vão tentara entender, ou esquecer. mas não era hora. ainda não sabia como veria a vida. ainda não havia reinventado os sonhos. ou estruturado a realidade. nem ao menos diferenciado a realidade das ilusões. nem entendido as lições (caso houvesse alguma). não se acostumara com o silêncio. conseguia apenas pensar com o coração. mas talvez já fosse tarde...

. olhe nos olhos . pense com o coração .
. sempre .

04 April 2004

pensar ou sentir?



pense com o coração.


01 April 2004

curiosidade de blogueiro!

entro no blog e no cantinho diz: 2 online. queeeeem????? queeeeem????? ai, se curiosidade matasse eu não tinha sobrevivido o meu primeiro ano de vida! e muito menos ao contador online! isso com certeza! números, números, números...em blogs eles atiçam a curiosidade. mais um comentário. mais um online. queeeem?! às vezes há desconfianças, como quando alguém acabou de entrar no messenger e é um provável visitante. mas às vezes a curiosidade é morta ali mesmo. um novo comment aparece, mágico, revelando a identidade do desconhecido, antes um vulgo número no contador. ai, muito bom! se todos deixassem comentários....sim, porque vocês sabem do provérbio: a curiosidade matou o gato...mas a satisfação o trouxe de volta! ah ah ah!

I'm in love!

o que eu posso dizer para vocês...? ele é lindo...! e será meu companheiro nessa vida a partir de agora. irá comigo aonde quer que eu for, estará comigo nas noites em claro, nos momentos mais difícies. com ele eu compartilharei os meus amigos, os meus momentos felizes...e junto dele eu vou evoluir, virar alguém.

é, gente, sei que vocês não esperavam por isso...'to move on is an infidelity'...eu sei...mas é preciso seguir adiante!

sim, podem acreditar, eu tenho um computador novo! pequeninho, bonitinho, poderoso!
...de quem eu serei inseparável de hoje em diante. ;)