30 June 2004

. clássico .

clássico da vida londrina, junto com big ben, pubs, etc são as tube strikes, ou em outras palavras, greve de metrô. mínimo uma por ano, sendo que nos últimos 2 anos tem sido bem mais, faz a gente pensar 2, 3, 4 vezes antes de sair de casa. caos urbano. congestionamento total. ônibus tão lotados que nem param. a minha solução é normalmente caminhar, o que é 'just fine' se não está chovendo. este ano demos sorte e o tempo está ajudando. mas em um país dito civilizado, como a capital inteira pode praticamente parar por uma única greve, eu juro que não entendo! é o poder do transporte...

28 June 2004

. in red .

27 June 2004

. momento poético .

para ser grande, sê inteiro: nada
teu exagera ou exclui.
sê todo em cada coisa. põe quanto és
no mínimo que fazes.
assim em cada lago a lua toda
brilha, porque alta vive.

para ser grande, fernando pessoa

ps: eu a-do-ro a pontuação desse poema!


25 June 2004

. post abobrado .

many thanks:

à todos os blogs, por existirem;
aos post inspirados, por me divertirem;
à imaginação excessiva das pessoas abobradas;
às brilhantes contribuições ao mundo dos comentários escalafobéticos;
ao tempo perdido com brilhantismos inúteis num mundo tão hectic;

there are no words to say how much...how much...sorry, there are no words!

. pazes .

pé no chão. cabeça no futuro. muito trabalho. o fim pode ser bom. e eu não quero mais viver sem mim. for sure! survival is not enough. o sol em londres ajuda. o livro é bom. telefonema é barato. a vida continua. e vai ser sempre assim. baixar a cabeça e produzir. o fim do dia tem o cansaço bom do dever cumprido. calça um número menor. os quase-trinta tem lá suas vantagens. pelo menos a gente sabe quem é. ou pelo menos eu sei. um dia eu deito a cabeça no travesseiro e durmo. por hora, vou me lembrar que 'I've always loved the night'. nada é perfeito. mas me sinto completa. inteira. sã. e linda! ha ha ha!

24 June 2004

. assim assim .

.dia meio assim.
.entrei.
.saí.
.dia meu.
.dia eu.
.dia preguiça.
.dia divagação.
.meio assim.
.meio bom.
.meio meio.
.assim assim.

adendo:
é no andar da carroça que as abóboras se acomodam

23 June 2004

. mude .

já!

crédito: camila bossolan
ps: thanks, paulina!

. de um tudo .

misturado, amassado, completo, dolorido, alegre, aliviado, com medo, gratidão, solidão, confiança, orgulho, alegria. o futuro chega na porta. o fim começa agora.

21 June 2004

. querido diario .

hoje foi um desses dias estranhos. fora do ritmo total. acordei e botei o tal programa pra rodar antes do café. só quem me conhece muuuito de perto sabe o esforço que isso requer. e daí que um amigo de tempos aparece no msn. sim, as 9 da manhã! onde já se viu?! tudo bem, era de outro país e lá era mais tarde...anyway! roda isso, gira aquilo, gráfico disso, daquilo e também daquele outro, meus olhos já embaralhados de tanto número e aqueles grafiquinhos todos prontos, bonitinhos e sem significado algum para mim. pois bem. hora da reunião, sai. penso que devia comprar uma impressora. porque eu não tive essa idéia antes? horas de metrô. e eu lá, super tédio. melancolisésima! devia estar com uma cara horrível, porque entra esse cara e começa a conversar. óbvio para todo o trem que eu não era inglesa nem o tal cara, porque inglês não fala com estranho por mais de 5 segundos. pois bem. o cara começa a falar duma viagem duma pesquisa, que os problemas emocionais das mulheres afetam o sistema de defesa do corpo e, olha daí só foi. e como foi! nunca vi! o cara era um árabe, penso eu, porque o nome era arar não-sei-o-que-que-não-consigo-pronunciar. Never mind! saí do trem com um folheto (!) sobre healing! deus meu, nem devo estar em londres! chego na tal reunião só para concluir que não vou botar essa parte na tese. ah! não vou botar e pronto. chega! não aguento mais! gráfico do gráfico do gráfico não precisa! pelamordedeus! fui para o escritório por falta de opção. ou melhor, na esperança de encontrar alguém e ir tomar um café. ninguém. só o coreano que sempre acha que eu estou feliz ou fazendo ginástica em pleno escritório. como é que ele pode pensar isso?! never mind again. olho preços de impressoras online. e termino decidindo comprar um livro de receitas low fat. se um dia eu resolver cozinhar e parar de comer comidas prontas da marks&Spencer...mas eu acho que isso nunca vai acontecer. anyway. passo numa loja gigante de computador, namoro umas impressoras. saio pensando se vale o preço que pesa para levar de volta para o brasil. agora tudo é calculado em peso tb. 3 pounds por kg. não é barato, não! saio de lá e pego um ônibus. quando vejo duas pessoas sentadas separadas vão para o mesmo banco. eu pensei: a mulher se ralou, queria ir para um banco sozinha e terminou sentada perto de um gordo, espremida. só notei que tinha algo errado quando ele parou de falar no celular (estava encomendando um gravador de cd) e entregou para ela uma sacola que ela botou no meio das pernas. no meio das pernas? mais um pouco e eu percebi que eles eram um casal. casal muito do estranho, diga-se de passagem. fiquei embasbacada. volto para casa, sento nesse computador e falo com gentes e sobre pilhas, e me divirto com bobagens online. a paz online! agora vou encaixotar coisas na casa da vivi, e vou provavelmente terminar o dia achando tudo triste e injusto. despedidas tem esse efeito em mim...

. buscas .

20 June 2004

. não adianta .



18 June 2004

. a primeira rosa .

17 June 2004

. bonde .

o tempo não pára. a vida não pára. a gente não pára.
e o negócio é correr atrás.
e pegar o bonde andando, se for preciso!

16 June 2004

. amigos .

se não existissem a gente teria que inventar!

14 June 2004

. niver? .

conversa vai, conversa vem, lembramos que faz mais de um ano...quando foi o aniversário do primeiro blog (cadum)? hii, já passou, foi maio...Pois é, estamos aqui há mais de um ano, pessoal!

vida longa!!!!

13 June 2004

. o último dos normais .

entrou sozinha no apartamento quieto. tudo fechado e imóvel, exatamente como deixara. sentiu um misto de cheio e vazio. tudo estava completo, do jeito que estava. no fundo sentia uma tristeza, mas não sabia se pelo que sentia falta ou justamente por não sentir. havia tristeza no que não havia deixado nada. mas até mesmo isso já fazia parte do passado. haviam sido dias ocupados. com muita gente. pensando agora, não havia tido muito tempo para si. nem para pensar demais em nada, como lhe era habitual. pegou o telefone e ligou, mas do outro lado não houve resposta. normal. ainda era cedo por lá. aqui era quase meia-noite e mais um findi tinha se ido. o último dos findis normais, talvez. mais gente indo embora. vais e vens. preferia fingir que era normal, afinal tinham sido tantas despedidas. mas sabia que nunca iria se acostumar. não era da sua natureza. ligou o computador, desligou, ligou de novo. chá do lado, televisão desligada. ouvia só o barulho das teclas do computador. hoje o silêncio significava paz. pelo menos hoje.

12 June 2004

. don't ask .

11 June 2004

. pra dizer mais sim do que não .

eu vejo a vida melhor no futuro
eu vejo isso por cima de um muro
de hipocrisia
que insiste em nos rodear
eu vejo a vida mais farta e clara
repleta de toda satisfação
que se tem direito
do firmamento ao chão
eu quero crer no amor numa boa
e que isto valha pra qualquer pessoa
que realizar
a força que tem uma paixão
eu vejo um novo começo de era
de gente fina, elegante e sincera
com habilidade
pra dizer mais sim do que não
hoje o tempo voa amor
escorre pelas mãos
mesmo sem se sentir
e não há tempo que volte, amor
vamos viver tudo que há pra viver
vamos nos permitir

[lulu santos - tempos modernos]

09 June 2004

. padaria da jo: sonhos para dar e vender .

queria ser mais simples. sentir menos medo. aceitar rupturas mais facilmente. gostar de chuva fina. nunca deixar o frio chegar lá dentro. queria acordar com os cabelos lisos todos os dias. queria achar um homem mais bonito por dentro do que por fora. conseguir correr na esteira por mais de meia hora e não me entediar. queria um portal mágico só para mim. queria ter certezas de vez em quando. e não me preocupar tanto. queria conseguir amar sem tantas amarras. queria me sentir livre e não perdida nessa vida nômade. queria aproveitar mais os fins e relaxar mais nos começos. e não me desapontar comigo mesma quando erro, ainda que o erro seja feio. queria que blusas fashion viessem todas com sutiã acoplado. queria um flat cheio de luz, cheio de sol, com muitas janelas. queria que as distâncias reais fossem como as virtuais, flexíveis dependendo da vontade do usuário. queria me sentir confortável na minha própria pele o tempo todo. e queria conseguir entender português de portugal e evitar constrangimentos. queria gargalhar mais e chorar menos. queria que todas as ligações do mundo fossem de no máximo 1p por minuto. queria poder desligar o botão dos pensamentos depois da meia-noite. e queria que o normal fosse acordar depois das 9 - sempre. queria um mundo de surpresas boas, de sinceridades. queria que mentiras não me machucassem tanto. queria esquecer as coisas ruins como se esquece os sonhos da noite anterior: com o primeiro gole de café. e queria que nescafé viesse automaticamente batido e cremoso. queria que o silêncio sempre significasse paz. queria que o mundo tivesse mais abraços e sorrisos. queria ter mais fé do que tenho. queria não precisar ser forte o tempo todo. queria todo mundo perto e poder dar um abraço gigante em todo mundo. porque o mundo é melhor com mais abraços. e com bastante gente. queria tanta coisa...acho que se algo não me falta são sonhos, né?

. uma estória .

essa era uma estória de contradições e só podia ser contada pelas contradições, de um ou de outro, início meio e fim, e pós fim e depois disso. tudo o que fora e tudo o que ficara eram contradições. e por isso não fazia sentido, como de fato nunca havia feito. e contradições eram pendências, e pendências desequilíbrios, desequilíbrios eram mal vistos, mas o que seria do mundo sem dúvidas e pendências e aí estava outra contradição. havia vivido em dúvida, morrido na certeza. mas isso por si era uma contradição. mas do que estou falando, essa é a estória das contradições. e nessa estória a mesma espada que feria era a que coroava a liberdade. e chore a liberdade e celebre a liberdade. outra contradição. a mesma das dores e alívios. viva a contradição. viva em contradição. essa era a estória das contradições e ponto. porque iniciara com contradições, vivera das - e através das - contradições e acabara com tantas contradições como quando começara. e assim termina essa estória. sem final, outra contradição.

07 June 2004

. jo versus ana .

06 June 2004

. adoro um amor inventado .

o nosso amor a gente inventa pra se distrair
e quando acaba a gente pensa que ele nunca existiu...

03 June 2004

. efeito kill bill .

ficou com vontade de chamar o cara de fdp mas calou e seguiu andando. chuvinha fina e gente burra. nada incomodava mais. entrou no ônibus e percebeu a burrada que tinha feito: devia ter dado uma porrada no cara. mas agora era tarde. que sabe no próximo?

observação:
essa é uma obra fictícia. qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência. seriously!

. insisting . believing .

02 June 2004

. YEEEES! .

Ah, good news at last!
Deus é pai, não é padastro!
ah ah ah!

. dos dias sinceros .

chatos talvez, mas verdadeiros
simples talvez, mas autênticos
difíceis, quem sabe, mas dignos
nem segunda, nem sexta
uma mera quarta, no meio
um dia sem sol nem chuva
um dia sem graça, talvez.
o que nos espera?

uma quarta sincera pra vocês.