tenho pensado muito em destino, nessa coisa que até há pouco tempo eu me recusava em acreditar, por preferir ter escolhas. mas nesses últimos tempos me senti indo contra o vento, como se as minhas escolhas fossem contrárias à vontade do tal destino. e daí comecei a pensar se existe um caminho que é da gente, isso que dizem por ai, que
o que é teu está guardado e outras coisas do gênero que eu - quando em sã consciência - prefiro nem ouvir.
mas bom, ainda não sei. não sou dada a certezas - como meus caros leitores já devem ter percebido, visto o número de vezes que mudo de idéia sobre o que quero, onde quero, e assim por diante.
mas sinto, e é fato, que não foi o vento que virou dessa vez...fui eu quem desistiu de ir contra ele. quem virou fui eu! e é uma sensação estranha sentir que, uma vez a favor do vento, o mundo conspira a favor e a as coisas fluem, dão certo como que por um mistério!
eu sei, eu sei, que esse meu dobrar ao vento tem um quê de desistência. acho que é a idade chegando e uma vontade imensa de que as coisas aconteçam e se estabeleçam de uma vez. eu, ainda que tenho me descoberto um tanto mais cigana do que eu pensava, também quero um kit-vida, o pacote completo, num lugar lugar qualquer por mais de cinco anos, e definitivamente mais do que os 3 meses, tão comuns neste último ano. como costumo dizer, o auge da minha ambição é ter uma "vida boa" - conceito este um tanto quanto indeterminado, mas muito presente e preciso na minha mente imaginativa.
eu brinco, falando sério, que meu inferno astral emperrou dois anos atrás (provavelmente no dia da pizza com futebol) e que os últimos dois anos foram infernos reais. finalmente esse ano desemperrou (acho que 1 é um número bom, sim, ju!), e eu sinceramente espero o inferno passe a ser somente astral nos anos por vir. porque inferno astral faz parte. mas a realidade tem de ser boa. a favor do vento - ainda que com possíveis tempestades... ;)