sentada no banco no meio estação, celular na mão
pensamento cruzando a mil os cantos da cabeca, coração disparado
pensou por alguns momentos, desatinada
tentou ligar
não conseguiu
levantou decidida a seguir o coração
disposta a chutar o balde
:
:
:
chegou no bar e pediu uma bebida forte
era preciso beber para falar
e perder a consciência
o medo
:
:
:
despejou tudo
ouviu um não redondo e claro como resposta
uma resposta sem pergunta
:
ficou ali
em pé
novamente desatinada
e foi levada para dentro por um estranho
doce estranho
e ali ficou
anônima
atônita
:
:
:
acordou lamentando ter de falar
beber
desatinar
desejando um mundo mais simples
de gente sincera
disposta a viver a vida de frente
:
:
há os que dizem que é o fim
outros que é o começo
para ela era mais uma luta desnecessária
um ato egoísta de alguém cansado