27 November 2006

Paris-London-Brasil

voltei com a certeza que a vida seria bem melhor se eu tivesse um computador verde. dessas coisas bobas, bestas, mas de verdadeira importância na vida! e agora me dedico a transformar esse desejo em realidade. computadores verdes são como vestidos roxos. como paris num fim de semana sem ver a torre. como explicar a diferença entre paris e londres para alguém que pergunta de qual cidade eu gosto mais, dizendo: london is home. mágicas que para uns acontecem nas sextas, para outros nas segundas. quando entendemos que os sorrisos vem como o sol e a chuva, sem sabermos quando ou por quê. voltar de paris me fez sentir indo ao brasil. já! antecipadamente. não nos despedimos. sabíamos quando (e onde) seria o próximo encontro. sem colchões de ar da próxima vez. mas nos encontraremos entre muitas encomendas, meio misturadas, pede para um e ganha do outro. porque famílias são assim, como computadores verdes.


24 November 2006

The Princess and the Pea

Once upon a time there was a prince who wanted to marry a princess; but she would have to be a real princess. He travelled all over the world to find one, but nowhere could he get what he wanted. There were princesses enough, but it was difficult to find out whether they were real ones. There was always something about them that was not as it should be. So he came home again and was sad, for he would have liked very much to have a real princess.
One evening a terrible storm came on; there was thunder and lightning, and the rain poured down in torrents. Suddenly a knocking was heard at the city gate, and the old king went to open it.
It was a princess standing out there in front of the gate. But, good gracious! what a sight the rain and the wind had made her look. The water ran down from her hair and clothes; it ran down into the toes of her shoes and out again at the heels. And yet she said that she was a real princess.
Well, we'll soon find that out, thought the old queen. But she said nothing, went into the bed-room, took all the bedding off the bedstead, and laid a pea on the bottom; then she took twenty mattresses and laid them on the pea, and then twenty eider-down beds on top of the mattresses.
On this the princess had to lie all night. In the morning she was asked how she had slept.
"Oh, very badly!" said she. "I have scarcely closed my eyes all night. Heaven only knows what was in the bed, but I was lying on something hard, so that I am black and blue all over my body. It's horrible!"
Now they knew that she was a real princess because she had felt the pea right through the twenty mattresses and the twenty eider-down beds.
Nobody but a real princess could be as sensitive as that.
So the prince took her for his wife, for now he knew that he had a real princess; and the pea was put in the museum, where it may still be seen, if no one has stolen it.
There, that is a true story.


eu acho que já postei esse estória antes, mas eu me identifico profundamente com essa princesa e volta e meia essa estória volta a me rondar....então aí está! era uma vez, mais uma vez.

22 November 2006

esperas momentâneas x momentos esperados

eu não gosto quando chego em casa e não me sinto em casa. é algo que, simples assim, me desestrutura. sem precisar mais nada. ainda que este não seja o caso.

algumas esperas são gostosas, alegria antecipada. outras são martírios, quando cada minuto passa lentamente e o ansiado fim não parece chegar nunca. outras são momentos de uma transformação, esperada mas também saboreada. e ainda há aquelas esperas que são infinitas por natureza, que sem sabermos como substituem o próprio fim. são esperas que encapsulam a si mesmas. e ali ficamos, esperando, mas sem saber o quê!

o outono chegou tão atrasado que atropelou o inverno. que por sua vez resolveu aproveitar a folga e só dar uma passada rápida por aqui. e nós, já perdidos entre esse inverno-verão entre mundos, decididamente não sabemos mais em que estação estamos. esperando o outono, desejando o verao, aproveitando o inverno?

esperamos no tempo. mas também esperamos os espaços. porque somente juntos podem formar os momentos. esperamos os momentos, mas eles não vem em espaços e tempos.

quantos momentos são só esperas? quantas esperas são momentos? importantes, frios, bons, molhados, ansiados e marcantes?!

espero pela próxima frase. mas o momento já foi. esperando, o perdi! mas eu ainda estou aqui. no tempo seguinte do mesmo espaço. e, é verdade, desejando estar em outro momento.

19 November 2006

erros decimais

olha, não sou daqui. me diga onde estou.
não há tempo, não há nada, que me faça ser quem sou
mas se eu parar pra pensar, sigo estrada sigo pistas pra me achar
nunca sei o que se passa com as manias do lugar
porque sempre saio antes que comece a gostar
de ser igual, qualquer um, me sentir mais uma peça no final
comentendo um erro bobo, decimal
na verdade continuo sob a mesma condição
distraindo a verdade, enganando o coração
pelas minhas trilhas vocês perde a direção
não há placas nem pessoas informando aonde vão
penso outra vez que estou sem meus amigos
e retomo a porta aberta dos perigos



começo o post pelo título já sabendo que não importa o conteúdo. é um post cansado. de alguém cansado de estar cansado. de alguém que se acha jovem para se sentir tão velho. de alguém frustrado com as crenças e exausto das esperanças. alguém que às vezes preferia ser culpado para poder consertar. alguém que faz tudo mas não sabe o que fazer. e assim se sente perdido, em pleno domingo, enquanto o feijão cozinha e a máquina torce a roupa. saiu de casa para trocar as botas. era uma boa desculpa para voltar lá e se misturar ao povo. se perguntou o que seria da semana sem as botas...mas não tinha resposta. as botas salvaram a semana. shoppingterapia era inegavelmente uma técnica eficiente. principalmente nas vésperas-adiantadas de natal. mais três semanas e ia. e ainda não sabia o que vestir. nem o que desejar para o próximo ano. era difícil animar-se quando tudo parecia tão bagunçado. há momentos que são assim. desesperançados e perdidos. e, acima de tudo, tensos. são nesses momentos em que procuramos por um erro decimal que causou tudo. algum erro que a gente não lembra. e que provavelmente era inevitável. até porque não sou daqui!

14 November 2006

today

desses dias que parece que o mundo acordou contra a gente.
vírus no computador e desânimo na vida.

13 November 2006

clumsy

tento disfarçar, mas nem sempre consigo. principalmente quando me visto de princesa, tentando parecer irretocável. daí piora!

não, não é doença não! é só uma maneira de ser. uma característica que media o meu relacionamento com as coisas. e por que não? também com a vida!

as evidências são visíveis, para os que chegam perto. nas pernas, nos braços e até na bunda! acreditem! mas também é evidente na alma, depois de tantos acontecimentos fatídicos. o que se torna ainda mais claro após uma análise cuidadosa dos fatos. é inegável!

não gosto muito de reconhecer. mas....bom.... sou!
de corpo, alma e coração.

08 November 2006

impossible?

eu acho que ainda vou surfar. provavelmente uma única e desastrada vez, numa tarde de férias, rindo muito. ou assim espero. também acho que ainda vou fazer outras coisas inusitadas, como ir ao japão e pular de pára-quedas. tenho certeza que ainda vou esquiar. e que serei péssima. mas bom, assim é a vida. mas estou falando tudo isso e fazendo referência a um post da ju de um tempo atrás porque minhas certezas acabam aí. nas coisas que realmente não me importam muito. não tenho mais certeza se um dia terei um filho. ou um grande amor ao meu lado. ou uma casa minha com cozinha grande. e antes que chovam comentários perguntando porque eu não quero ter um filho, deixa eu explicar. quero, sim. dentro de um determinado contexto, quero muito. quero o pacote inteiro, o famoso kit-vida. e uma das minhas maiores saudades é da época em que eu tinha absoluta certeza que era só uma questão de tempo. as certezas foram desaparecendo após uma escolha e outra, e quando eu vi tinham sumido. mas esse não é um post choradeira do 'porque a minha vida não é assim?'. é um post constatação-desabafo, de como as perpectivas que temos da vida mudam e se distanciam das dos outros. quando há tão pouco tempo sentávamos conversando e sonhando os mesmos sonhos. leio os posts alheios (gosto dessa palavra, alheios, parece tão intrusivo!) e penso cá com os meus botões ‘que post bom, de alguém que nunca vai surfar’. ou, com curiosidade, acho os apaixonados bobos e ridículos, com uma ponta de inveja me fincando. ou dos que eu vi se aproximando com as minhas separações e hoje observo me sentindo parte e desejando um bem profundo. acompanhando de perto-longe a formação de um casal-amor-família-casa-tudo. de uma posição única e inexplicável. dessas coisas que a gente acredita que nunca vai acontecer na vida da gente. então esse é um post sobre as coisas impossíveis. que a gente acredita e que não. das coisas que a gente sente, e não só das que a gente vive. das coisas que a gente sabe mas prefere não acreditar. e das que a gente acredita sabendo que nunca vão acontecer. e mais ainda das que a gente quer desperadamente acreditar, mas falta coragem. é um post ‘pois é, a vida é assim’. um post ‘tem algo triste e alegre nisso’. é um post de sonho e conformação. é um post pensante. reflexivo. de quem está olhando no espelho e pela janela da vida. todo o tempo. e principalmente um post de quem gosta de repartir, de compartilhar. por acreditar que só assim as coisas viram reais.


ps: queridos leitores, me desculpem pela chatice dos últimos tempos. mas assim também é a vida! ;)

07 November 2006

anniversary

01 ano aqui de volta. hoje.
mas será que eu teria a better life in mars?

muitas vezes o coração / não consegue compreender
o que a mente não faz questão / e nem tem forças pra obedecer

05 November 2006

anúncio

procura-se por uma estabilidade
em qualquer ambito ou especilialidade
tamanho nao é critério essencial

favor contatar imediatamente

03 November 2006

das percepções

o consolo chegou na terceira pessoa, como nunca deveria ser
veio com tudo, deixando nada
a máscara com sorriso não esconde os olhos
que são então pintados de felizes
para os que não quiserem saber a verdade
e assim, volta-se ao silêncio
estranhamente considerado normal
fingimos, entre outros assuntos
é o fim das palavras
só das palavras