09 December 2006

literally on the move

London - Sampa - POA - Pelotas - Floripa - Sampa - London

10 December 2006 - 04 January 2007

03 December 2006

on the move

de novo. mudanças. para o bem, assim espero. mudança rumo a estabilidade. a estabilidade em que ao mesmo tempo garante e também assusta. a estabilidade que foi por tanto esperada como o resultado de um final feliz. mas que hoje me parece um porto seguro no meio de uma longa jornada que ainda está no começo. e solitária é a decisão de se auto-denominar estável quando se está - ainda - só. como se aceitando, desistindo, oficializando. não mais me esconderei atrás das condições passageiras. não mais quero ser alguém que vai embora antes de se acostumar com as manias locais. e assim escolho, com medo, um lugar pequeno e que faça sentido. onde caibam as minhas coisas e as minhas esperanças. com um canto para as minhas músicas, e um tapete onde se possa dançar, acompanhada por uma taça de vinho, aos sábados e terças a noite. os últimos - muitos - anos tem sido 'on the move', entre sonhos e lugares, pessoas e esperanças. 2005 foi meu ano egoísta. 2006 meu recomeço. e para 2007 eu quero conquistar minha estabilidade, interna e externa. poder, finalmente, comprar minha cafeteira e manter as flores na mesma janela. respirar fundo e apreciar as minhas conquistas. é estranho me ver assim, desejando isso. e acho que essa estabilidade me assusta mais do que todas as mudanças. mas dia 11 de janeiro terei a chance de conquistar permanentemente o meu lugar na vida que escolhi. e se tudo der certo, alguns dos sonhos serão só questão de tempo. e quanto aos outros... (suspiro). bom, eles saberão onde me encontrar quando chegarem.

02 December 2006

o fim

e foi assim. na noite de quinta para sexta, por volta das 3 da manhã. veio clara a constatação do fim. quando foi, exatamente, eu não sei. confesso que por algum tempo achei que era bobagem. primeiro a gente perde a vontade, um dia e outro. e depois sente uma irritação gratuita. depois as causas aparecem e a gente acha que tem que fazer alguma coisa. e daí desanda e pronto. entre aí e a noite de quinta para sexta a coisa foi. e junto foram todas as possibilidades a dois, o sentimento de pertencimento ao lugar, a paz do lar. no início pensei em ficar. em tentar de novo, com outra pessoa. sou sempre esperançosa, apesar dos pesares. mas naquela noite eu não tive dúvidas. era o fim que já tinha chegado. e agora era a separação. pensar nas praticidades. deixar para trás. não havia mais lugar para esperanças.