21 October 2007

in cold blood

enquanto os sonhos não chegam ou ainda se os sonhos nunca chegarem, resolvi traçar meus planos paralelos e começar a botar em prática. friamente planejei os próximos dois anos, sem considerar fatores pessoais. resultado? tenho trabalhado tanto que não tenho tido tempo nem de respirar (leia-se: postar, arrumar a casa, falar no msn, cozinhar, comer, ou - acreditem se quiser - dormir as minhas sagradas 9 horas por dia!). mas isso também faz parte do plano: sacrifício.

eu sempre tive consciência que estava - ainda - numa fase de investimento. mas priorizava uma vida boa. agora entrei no estágio 2, onde sacrifícios são necessários e eu consigo me concentrar nos resultados. sim, nesse momento os fins justificam os meios!

mas por que tudo isso? acho sim que já é parte da minha crise dos 35! sim, vamos esclarecer que casamento tem crises dos 7 anos (ainda que ultimamente tenho ouvido falar que é mais e mais comum aos 4!), homens tem crises aos 40, mulheres solteiras aos 30 porque se dão conta que ainda estão solteiras, e mulheres sem filhos aos 35 (porque sabem que a partir dessa data infeliz a tal chance de uma criança com problemas passa a aumentar em ordem geométrica a cada ano! e para os que acham que a tecnologia mudou isso, sinto informar que nisso a natureza ainda é soberana). mas voltando ao ponto da minha crise dos 35. sim, eu recém completei 33 mas acho que virginiana com ascendente em virgem que sou (vale ressaltar que os termos obcecada e insana também se aplicam aqui) resolvi evitar uma crise maior e entrar numa crise pré-35 com os objetivos de evitar que eu chegue nessa idade solteira e pobre. E como a única coisa possível de planejar é ganhar dinheiro, a minha crise pré-35 é totalmente materialista!

enfim, agora uso vestidos, salto alto e bolsa de verniz.
virei uma material girl!


14 October 2007

paciência

os horóscopos passaram a ser semanais. e o dessa semana ainda não entendi. então espero. como espero saber o que fazer com o que sinto. querer mais é inerente ao sentimento, independente do que diz a razão. a lógica é outra. uma que não cabe em clichês. pensar e sentir são independentes. nada a fazer: então espero.


07 October 2007

quereres e poderes

eu quero um filho. e não só um filho, uma família. leia-se: quero uma paixão, um namorado, um amor, um marido, uma família. com direito a fins-de-semana românticos, planos, e sorrisos à toa. e se não for para ter isso, então quero dinheiro. mas daí não pode ser pouco!

de todas as pessoas que conheço, poucas vão entender e muito menos vão concordar com o parágrafo acima. e das prováveis três pessoas que vão entender, uma vai ser solteira pós-trinta-e-três, uma vai ser gay, e a terceira vai fazer parte do raro grupo dos compreensívos casados-com-uma-vida-normal. nenhuma vai ser parte da minha família.

dos que não entenderão, vou ouvir que sou pessimista, que não sou aberta ao amor, que preciso sair mais. e nenhuma dessas pessoas sabe como ou onde passo os meus sábados. os primeiros irão me perguntar porque eu preciso de alguém, vindo com o típico papo feminista do quem-precisa-de-um-homem-para-ser-feliz. estranhamente, todos os adeptos desse grupo são casados ou, ao menos, muito bem acompanhados. depois vai ter o grupo que vai perguntar porque vou abrir mão de ser mãe, como se essa sempre fosse uma escolha. outros vão me contar de romances de amigos através da internet, sempre salientando que os tais homens são ótimos, só um pouco feios. pior ainda serão aqueles que vão me dizer que o mundo mudou e que ninguém mais se casa tão cedo. é nesse ponto que eu vou perguntar quantos homens solteiros não-problemáticos eles conhecem, e eles depois de pensarem um pouco virão com o máximo de dois nomes com os quais nenhum deles teria nenhum tipo de relacionamento! como diz minha cabelereira (também solteira pós-trinta-e-três) achar homens para uma noite é fácil, aguentar eles até a manhã seguinte é o impossível!

exausta de explicar o impossível para quem não quer entender (ou aceitar), me calo. no meu calendário coloco as minhas prioridades e deadlines. até aqui, plano a, depois plano b. em caso nada dê certo, plano c. boba, fico feliz ou triste de acordo com o horóscopo do dia. prefiro o não-o-bastante ao nada, e vivo um dia de cada vez. aceito novas condições por falta de escolha. abraço minhas oportunidades, e tento manter os sonhos no plano realizável, evitando frustrações desnecessárias.

há dias em que tudo o que eu preciso é subir num salto alto. outros dias requerem um vestido. entre os cinzas, beges e os modelos acinturados, me faço poderosa. aprendi a apreciar os dourados, e ando investindo no verniz. aprendi que um pouco de brilho faz parte! mas em algumas sextas à noite gosto mesmo é da minha calça de brim e um bom tênis para curtir pizza e vinho no pub local. ou um bom gin com tônica regado a fofoca já vale. a noite sempre termina na minha cama de emília. sozinha ou acompanhada, esse é sempre a melhor parte da noite, quando esqueço dos quereres ou poderes e só vivo o momento. e, de consciência tranquila, durmo o sono dos justos.