17 March 2008

impressões de um universo paralelo

só me toquei quando entrei no golden e peguei o diário e, feliz, folhei as folhas cheias de nada e pude apreciar as partes mais interessantes: as participações, propagandas e convites. foi assim que cheguei no universo paralelo. enquanto isso, do outro lado, a vida estava no pause.

depois os acontecimentos, os encontros, as conversas. besteiras que são mais gostosas quando presenciais. fiquei muito em casa. chamei o quarto de meu. peguei o cachorro emprestado. ele teve certeza que eu pertencia a ele, e não ele a mim. e, de certo modo, ele estava certo. brincamos de coruja, e corri todos os dias entre o quarto e a sala e na volta do sofá até tontear. demos muitas voltas na quadra e passeamos no bosque. ele decidindo quando era hora de voltar para casa.

brinquei muito com os pequenos. me convenci que agora todo mundo tem filho. na volta visitei meus filhinhos emprestados e conheci minha princesinha luiza. parada forçada em sampa, mas muito apreciada.

decidi nunca mais voar com a tam. conclui que detesto guarulhos. se pudesse voar por outro lugar, eu voava. senti muita vergonha. uma vergonha-tristeza que engasga na garganta, enche os olhos de lágrimas.

voltei ao universo paralelo de cá, que imediatamente desligou o pause. cheguei em casa sorrindo. dormi na minha cama maravilhosa, na minha penthouse, com londres aos meus pés. acordei com calma. fingi que trabalhei. passei na oxford street. gostei do friozinho no rosto.

no universo paralelo de lá tudo continua. o cachorro, os pequenos, as pessoas. tudo bem.